Project 365 – 005/365

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Assim como ontem, hoje eu não estou muito animada para escrever. Acordei com dor no corpo, mal estar e enjoo (se vai começar com piadinhas insinuando que eu estou grávida, já pode fechar a página e ir lavar a louça lá na pia da cozinha, que eu sei que tem coisa lá pra lavar). 

A minha sorte é que, diferentemente da grande maioria, em 99% dos casos eu sei o motivo pelo qual eu estou passando mal. Considero isso como uma espécie de skill de sobrevivência, que no caso, para simplificar, prefiro apenas chamar de ‘Capacidade de autoconhecimento’. Hoje, por exemplo, meu mal estar é resultante da minha falta de memória, que me impossibilitou tomar meu suplemento de Sulfato Ferroso por algumas semanas. 

Ahh é, preciso falar da foto. Então, Cheguei em casa, almocei e continuei me sentindo mal, então resolvi colocar um dos filmes deste box para assistir, só que acabei dormindo sem nem chegar na metade do filme. Podem achar estranho eu assistir a um filme de suspense/terror passando mal e esperar melhorar, mas é que não considero Freddy Krueger tão assustador quanto parece. Na verdade, sou tão fã da série que eu me divirto muito vendo os filmes. Não foi o caso hoje, porque dormi no meio do filme. 

Esse box aí da foto tem os 4 últimos filmes da série (o último é o meu preferido, é metalinguagem pura!), mas também tenho os 3 primeiros, em DVD’s separados (ainda não entendo o porquê não fizeram só um box da série, com os 7 filmes juntos). 

Freddy Krueger, na minha concepção, é uma espécie de Tony Stark, só que assassino. Por isso não consigo ver tensão e sentir medo assistindo aos filmes dele, porque ele faz piadas e zomba das personagens antes de matá-las. Os filmes, em sua maioria, são da década de 80, o que também confere humor a eles, não proposital, é claro, mas porque são mal feitos mesmo (resultado das limitações tecnológicas da época), com efeitos especiais rudimentares, litros e litros de tinta vermelha imitando sangue e coisas do tipo. 

Depois de umas 2 horas de sono, eu acordei (ainda me sentindo mal), tomei café e o suplemento. Agora estou me sentindo um pouco melhor, por isso resolvi vir escrever aqui.

Diferente de 99,99999999% da população jovem da minha cidade, eu não tenho absolutamente nenhum plano para a noite de hoje. Na verdade, talvez eu jogue um pouco de videogame e termine de ler um ebook aqui, mas não tenho pretensões de sair, jantar fora, ir em balada, curtir as noites badaladas de sábado em Rio Claro city. Moro há 23 anos e meio nesta cidade, e não me incomodo por ela ser calma e monótona na maioria das vezes. O que vejo, morando há tanto tempo aqui, é que de uns 5 anos para cá a cidade tem investido fortemente em entretenimento e gastronomia (de qualidade), coisas que tempos atrás só era encontrado em cidades da redondeza (Quantas vezes você preferiu ir ao shopping de Piracicaba a frequentar o Shopping Center Rio Claro, hein?). Mesmo assim, é da minha natureza não me interessar em sair de casa, participar de eventos sociais assim. Não me lembro da última vez que fui ao McDonald’s ou ao Habib’s lá perto da rodoviária. Ainda não fui ao BK do shopping, e fui ao cinema apenas uma vez em 2012, para ver 007 – Skyfall e Ted.

Têm momentos em que sinto que pessoas com 50 anos são mais animadas e interessadas em sair e se divertir do que eu. Isso porque eu mesma me sinto (mentalmente) com 50 anos, embora eu ainda nem tenha a metade desse número em idade. Sempre me senti assim. Sempre me senti mais velha e mais madura que a minha idade. Desde pequena me cobrei muito, e sempre fui inteiramente responsável pela minha vida e pelo meu desenvolvimento. Por exemplo, as únicas tarefas que meus pais tinham que desempenhar no meu período escolar eram pagar a mensalidade do colégio e me transportar até ele. Todo o resto eu fazia sozinha. Sempre tive controle das minhas notas e dos meus estudos. Nunca precisei mostrar meus cadernos a meus pais, ou estudar junto com eles. Sempre assumi minhas responsabilidades e as consequências de possíveis erros. Isso resultou em apenas uma reprovação, foi na disciplina de Inglês, no 2º ano do ensino médio. Entrei na universidade (Unesp), estou cursando o 7º ano (3º de licenciatura) e nunca nem fiquei de RE (embora nada disso tenha valor quando o assunto é entrar no mestrado, mas isso é assunto para posts futuros). 

Em certos momentos da minha vida, me cobrar em excesso causou problemas, causou estresse, depressão e muita indecisão. Ainda me causa tudo isso, mas é odiosa a ideia de que eu começarei algo e não o terminarei. Se eu digo que farei alguma coisa, pode ter absoluta certeza de que eu o farei, porque me empenharei até o último segundo para realizá-lo.

Acho que por enquanto é isso..

(:

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